Domingo é um dia extremamente perigoso. Dá aquela vontade de fazer nada, os planos feitos na sexta são adiados para o domingo seguinte e ninguém quer ir prá cozinha. Aí meu pai fala: "vamos comer em algum lugar agradável!" e a gente despenca pro Pontão atrás de comida. Hoje a aventura foi no Café Antiquário. Eu sempre esqueço que o Pontão é um lugar lindo, tranquilo e agradável. Preciso ir lá mais vezes.
Comecei a jogar a dieta pro espaço logo nos aperitivos. Tapioquinhas crocantes e pão de queijo. Coca Zero, é claro, prá ficar uma coisa bem cara-de-pau. Depois veio um escondidinho de frango com polenta. Tava tão bom que queimei a boca. Finalizei com um petit gateau de limão siciliano, sorvete de creme e mel. No comments... Voltamos prá casa com almoço até a tampa e prá "lacear", um copinho de Carolans e um cafezinho.
Amanhã vou passar o dia a alface + água. Ou não.
O problema é que estamos em dezembro... muito tempo dentro de casa, 5 mil festinhas de aniversário, 2 milhões de festinhas de confraternização, ceia de Natal e ceia de Ano Novo. É a época do ano em que mais se come, ou pelo menos a época do ano em que EU mais como. Não sei o que sinto a respeito daquelas pessoas que passam esses dias a base de salada e barra de ceral diet para poder mostrar corpão na praia. Não sei se é inveja ou pena. Comer é bom, ou melhor, comida que engorda é sempre mais gostosa. Não sei se estou correta ou se tive uma educação alimentar das piores possíveis, mas se eu tiver que escolher entre uma super salada e um empadão de frango... bom... nem preciso dizer qual é minha escolha, né?
Boas festas e bom apetite a todos. Volto em 2009, ou antes se bater uma inspiração.

E então, um dia eu resolvi que precisava de terapia. Consultei uma amiga e ela me passou o telefone de um moço que ela disse que era tudo de bom. Liguei pro mocinho prá saber quanto custava a brincadeira e quem sabe marcar uma consulta. "O quê? 250 reais por sessão? Ôloco! Quero mais brincar não!" Só que, por coincidência, um amigo me liga no mesmo dia me chamando prá participar de um grupo de musicoterapia. A gente ia bater lata uma vez por semana, aprender sobre ritmos e se livrar do mau-humor. "E quanto eu teria que desenbolsar, amigo?" "Ah! 50 reais por mês." "Tou dentro. Vou aí ver de qualé." Fui, bati lata e me senti mais feliz. Amei. Música me ajudando a seguir em frente com a vida. Não é lindo?
